quinta-feira, 23 de julho de 2015

O CRESCIMENTO DO AMOR MATRIMONIAL


O Pe. Nicolás Schwizer nos dá dicas de como cultivar o nosso amor matrimonial. Esse texto foi publicado em suas Reflexões, No. 41, de 15.08.08.

No matrimônio, nossa tarefa permanente deve ser cultivar o amor, crescer nele até chegar a um amor perfeito e maduro. No começo, todo amor é egoísta. E só aos poucos esse amor primitivo se converte em um amor maduro.

Como temos que cultivar nosso amor matrimonial? O Padre Kentenich fundador do Movimento de Schoenstatt, nos dá três respostas:

1. Devemos querer fazer-nos felizes mutuamente. Significa fazer feliz em primeiro lugar não a mim mesmo, mas sim ao outro; passar do amor egoísta ao amor desinteressado ao tu. Exige perguntar-me permanentemente: Com o que estou fazendo, com o que estou dizendo, farei mais feliz a meu cônjuge?

É um crescimento muito grande no amor. É uma altura de entrega e generosidade fora do comum.

2. Devemos ajudar-nos mutuamente a nos aperfeiçoar. Quantas oportunidades de aperfeiçoamento se nos apresentam na vida cotidiana! Por exemplo: quando as pessoas vivem permanentemente juntas, que difícil resulta manter o respeito de um pelo outro.

De que maneira nós fazemos ver nossas faltas? É um sentir e aprofundar na debilidade do outro, um “aguentar” paciente suas limitações, ou é um gritar-se e ofender-se mutuo?

E os sacrifícios podem tornar-se una carga pesada. Todos o sabemos e o havemos sentido já em alguns momentos. E o Padre Kentenich, também o sabia e por isso disse uma vez, citando a um antigo filósofo: “Se comparamos a vida matrimonial com a vida dos mártires, encontramos poucos mártires que aguentaram tanto sofrimento como muitos casais devem suportar”.

Tudo isso exige um alto grau de amor e de santidade. É impossível chegar a isso, se nosso amor matrimonial não tem suas raízes em Deus.

3. O amor conjugal culmina numa fidelidade a toda prova. Conhecemos a descrição de fidelidade que nos dá o Padre Kentenich: a manutenção pura, vigorosa e criadora do primeiro amor. É mantê-lo através das provas do tempo para eternizá-lo. Fidelidade neste sentido profundo e amplo é presentear-lhe sempre ao cônjuge todo meu coração, doar-lhe meu tempo privilegiado, meus interesses prioritários.

É impossível ser fiel neste sentido, sem um grande espírito de sacrifício e sem um contato direto com Deus através dos sacramentos e da oração.

De toda maneira, se olharmos a vida matrimonial desde este ponto de vista, converte-se numa escola de santidade de primeira magnitude. Trata-se de viver a santidade da vida diária matrimonial e ademais viver também a espiritualidade da aliança matrimonial.

O matrimônio não é somente uma comunidade de amor, se não que se fundamenta sobre uma aliança de amor mútua. E essa aliança tende a aprofundar-se. Quer dar ao outro todos os direitos sobre mim, para que ele seja feliz: eu não quero outra coisa se não o que tu queres.

E, depois, podemos ir mais longe ainda: Estou disposto a renunciar e doar-lhe até o mais difícil, o mais pesado, se tu o desejas. Se quiseres essa renúncia, te rogo que me o peças. É assim como quero mostrar-te meu amor.

Perguntas para a reflexão

1.      Rimos como casal, como família?
2.      Ferimo-nos ao criticar-nos?
3.      Estou disposto a aceitar o que meu cônjuge me peça?

photo credit: mariadelajuana <a href="http://www.flickr.com/photos/72933117@N07/15852099057">Promise</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>

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